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Árvores de Sintra

 

A Serra de Sintra com seu frondoso arvoredo, as suas quintas e palácios, a sua riqueza botânica, os seus amplos horizontes e belas paisagens, constituem um dos conjuntos mais valiosos do património florestal nacional. Situada junto ao litoral beneficia de um clima temperado e húmido, favorável ao desenvolvimento de um exuberante manto vegetal.

 

A sua floresta, rica em espécies atlânticas e mediterrânicas, marca a transição entre a vegetação do norte e sul do País. Das suas amigas associações vegetais, a do carvalho negral (Quercus pyrenaica) teria tido grande expansão cobrindo os cumes rochosos e as vertentes mais abrigadas. Nas encostas sombrias e húmidas, viradas a norte e nalguns locais mais abrigados, vivia em associação tipicamente atlântica com o carvalho roble (Quercus robur).

 

Nas zonas mais baixas e quentes abundavam os sobreiros (Quercus suber). Nos terrenos calcários dominava o cerquinho (Quercus faginea). Destas associações faziam parte grande número de espécies, das quais, ainda hoje, se encontram indivíduos espalhados um pouco por toda a serra:

 

- O bordo (Acer pseudoplantanus)

- A aveleira (Corylus avellana)

- O pilriteiro (Crataegus monogyna)

- O azevinho (Ilex aquifolium)

- O azereiro (Prumus lusitanica)

- O loureiro (Loureiro moleilus)

- O medronheiro (Arbutus unedo)

- O ademo

- O fochado (Ciburnum tinus)

- O carrasco (Quercus coccifera)

- O sanguinhos das sebes (Rhannus alaternos)

 

Ao longo dos vales, junto às linhas de àgua, crescem freixos (Fraxinus angustifolia), salgueiros (Salix atrocineria), amieiros (Almus glotinosa), sanguinhos (Frangula almus) e sabugueiros (Sambucus migra).

 

Desde 1966, a Serra de Sintra tem sido atingida por diversos incêndios que destruíram a maior parte da sua floresta original que vem sendo naturalmente substituída por povoamentos degradados, completamente infestados de acácias e outras espécies exóticas de crescimento rápido e de grande capacidade de propagação.

 

A área florestal da Serra de Sintra tem cerca de 5000 hectares, dos quais 26%, ou seja 1 300 ha são geridos pelo Estado (Direcção Geral de florestas — Núcleo Florestal de Sintra).

 

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